o sal da terra
[para antônio cruz]
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«um mais um é sempre mais que dois»
ronaldo bastos
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«eu tô no teu clube, enilton»
maneca
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– quem estará nas trincheiras ao teu lado?
– e isso importa?
– mais do que a própria guerra.
ernest hemingway
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16 de agosto: as sementes suicidas
há uns 360 milhões de anos, as plantas vêm produzindo sementes fecundas, que geram novas plantas e novas sementes, e nunca receberam um tostão por esse favor que fazem a todos nós.mas em 1998 foi outorgada à empresa delta and pine a patente que santifica a produção e a venda de sementes estéreis, que obrigam a comprar novas sementes a cada semeadura. e em meados do ano 2006, a empresa monsanto, de nome sacro, se apoderou da delta and pine, e também da patente.e assim a monsanto consolidou seu poder universal: as sementes estéreis, chamadas de sementes suicidas ou sementes terminator, integram o muito lucrativo negocio que também obriga a comprar herbicidas, pesticidas e outros venenos da farmácia transgênica.na páscoa do ano de 2010, poucos meses depois do terremoto, o haiti recebeu um grande presente da monsanto: 60 mil sacas de sementes produzidas pela indústria química. os camponeses se juntaram para receber a oferenda e queimaram todas as sacas numa imensa fogueira.
eduardo galeano | use e jogue fora , p. 168
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«é na liberdade universal de palavra, de reunião e de informação que consiste a virtude educativa»
ivan illich
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memes, viralizações, autoajuda, pensamento positivo, textos autoexplicativos...
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«a civilização que confunde os relógios com o tempo, o crescimento com o desenvolvimento e o grandalhão com grandeza também confunde a natureza com a paisagem, enquanto o mundo, labirinto sem centro, se dedica a romper seu próprio céu.»
eduardo galeano
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«eles pensam que a maré vai, mas nunca volta. até agora eles estavam comandando o meu destino e eu fui, fui, fui, fui recuando, recolhendo fúrias. hoje eu sou onda solta e tão forte quanto eles me imaginam fraca.»
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((joana, em gota d'água)
texto de chico buarque e paulo pontes
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a fala trazida por chico — quando a resistência contava o tempo das marés — é o lembrete ancestral e trágico de que a vida é cíclica, não linear.
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17 de abril de 2017
ontem, no almoço de páscoa, me chamaram idealista
e disseram que assim eu não chegaria a lugar algum.
tudo numa boa. conversa em alto nível. sem estresse.
no entanto, não é a primeira vez que acontece.
cresci ouvindo isso. nada mais normal, portanto,
que estivesse preparado pra responder à altura.
foi o que fiz. falei de vencidos e de vencedores.
me disse dom quixote e lembrei
león felipe e darcy ribeiro.
grill
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fracassei em tudo o que tentei na vida.
tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.
tentei salvar os índios, não consegui.
tentei fazer uma universidade séria e fracassei.
tentei fazer o brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.
mas os fracassos são minhas vitórias.
eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.
darcy ribeiro
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quantas vezes, dom quixote,
por esta mesma llanura,
em horas de desalento,
assim te vejo passar!
e quantas vezes te grito:
«dá-me lugar en tu montura,
e leva-me ao teu lugar!»
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(j. m. serrat / león felipe, 1971)
com letra
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e o sal da terra?
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o sal da terra, documentário de wim wenders, descreve a jornada de sebastião salgado na criação de sua fotografia social. ao longo dos 110 minutos de filme, acompanhamos um ciclo que vai do lugar onde o fotógrafo nasceu, a fazenda paterna no interior de minas gerais, a paris em que se refugiou durante a ditadura no brasil. sua trajetória nos leva pelos quatro cantos do mundo, nas viagens em que como um aventureiro construiu sua obra; para depois retornar ao ponto de origem, a fazenda da infância revivida e renovada na velhice.
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«eles pensam que a maré vai, mas nunca volta. até agora eles estavam comandando o meu destino e eu fui, fui, fui, fui recuando, recolhendo fúrias. hoje eu sou onda solta e tão forte quanto eles me imaginam fraca. quando eles virem invertida a correnteza, quero saber se eles resistem à surpresa, quero ver como eles reagem à ressaca.»
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a jornada de salgado — assim como a fala de joana em gota d'água — é o lembrete ancestral e trágico de que a vida é cíclica, não linear.
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«soy un caminante que por irse siempre,
siempre regresa, porque todo es circular
y eso el sol lo sabe como nadie.»
siempre regresa, porque todo es circular
y eso el sol lo sabe como nadie.»
facundo cabral
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cansado? que nada
ainda há moinhos
no fim da estrada
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américas - o sal da terra
em breve, na rádiocom 104.5 fm
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#salacheguevara
#casadosaedos
#américas
