«a rede globo de televisão, mãe e guia da imprensa corporativa, deu claras mostras de seu lado dissimulado, onde o tratamento a tudo e a todos sempre parece equitativo, equilibrado, mas não o é. nas entrevistas dos candidatos à presidência da república, ontem (27 de agosto), um filho que sequer é indiciado por qualquer atitude criminosa foi o motivo central de colocarem contra a parede o pai, atual presidente da república; hoje (28 de agosto), ao contrário, um pai que se encontra preso pelo cometimento de diversos crimes, e que, igualmente, foi presidente da república, não foi minimamente lembrado nas inquirições feitas ao filho. na verdade, lamento por ambas as entrevistas, por não haverem questionado praticamente nada sobre os planos de governo dos dois (assuntos que mais interessariam ao país), mas, antes, deploro a nunca abandonada condição enganadora e perversamente astuciosa dessa emissora. golpistas não se perdem do método e nem da direção do autoritarismo. mesmo que, na maioria das vezes, essa condição fique sempre escondida sob a relva, como minas a explodir noutro tempo! certas atividades traiçoeiras são diferidas, não se mostram ao primeiro olhar.lula haverá de vencer, contra muitos e contra tanto!»— pedro moacyr pérez da silveira
«o "tribunal penal" da globonews, reunido com seus jornalistas e especialistas, já julgou e condenou alexandre de moraes ao cadafalso moral e ético — postura que vem sendo acompanhada por toda a mídia: cnn, jovem pan, record, band e sbt.certamente, essa condenação se estenderá ao pgr paulo gonet. tudo isso graças à covardia do advogado-geral da união, jorge messias — a quem lula insiste em bancar como ministro do stf —, que não tomou atitude para conter a sanha investigatória, policialesca e vazadora de andré mendonça, denunciado pelo diretor da polícia federal por invasão de competência.espero que o lula esteja satisfeito com seu pupilo.»— luiz alberto franca
globonews: a pergunta que todos gostariam de fazer é a mais simples possível: o que foi que aconteceu com geraldo vandré?geraldo vandré: ficou fora dos acontecimentos (risos). ficou fora dos acontecimentos. acho melhor para ele. tenho outras coisas para fazer. estudei leis. quando terminei meu curso de direito aqui no rio e fui me dedicar a uma carreira artística, já sabia que arte é cultura inútil. mas hoje consegui ser mais inútil do que qualquer artista. sou advogado num tempo sem lei. quer coisa mais inútil do que isso?globonews: em que país vive geraldo vandré?
geraldo vandré: vive num brasil que não está aqui. geraldo vandré vive no brasil. eu até me atreveria a dizer que quem não vive no brasil é a maioria dos brasileiros. a quase totalidade dos brasileiros não vive mais no brasil. vive num amontoado.globonews: por que você tomou esta decisão tão drástica – de interromper uma carreira de tanto sucesso?geraldo vandré: decidi sair do brasil naquele ano de 1968. eu tinha uma programação para fazer fora do brasil. tinha um contrato com a televisão bavária, na alemanha, para fazer um filme sobre geraldo vandré. fui fazer.narrador alemão conta sobre vandré
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geraldo vandré: passei um ano e meio pela europa. depois, voltei para o chile, para onde eu tinha ido do brasil. havia muitos brasileiros lá ainda. de lá, fui para o peru. ganhamos um festival em lima em 1972 com uma canção que era a única não cantada em espanhol. era cantada em «brasileiro» mesmo. o brasil não conhece a canção. chama-se «pátria amada idolatrada, salve, salve – canção terceira».globonews: você se lembra da letra ?geraldo vandré: eu me lembro. é uma canção que foi feita para ser cantada por um homem e uma mulher. existe de caso pensado – coincidentemente – uma confusão de sentimentos entre a ideia da pátria e a ideia da mulher amada. o homem canta:«se é pra dizer-te adeus / pra não te ver jamais / eu – que dos filhos teus fui te querer demais - / no verso que hoje chora para me fazer capaz da dor que me devora / quero dizer-te mais / que além de adeus / agora eu te prometo em paz levar comigo afora o amor demais».e a mulher, cuja imagem se confunde com a noção da pátria, responde:«amado meu sempre será quem me guardou no seu cantar / quem me levou além do céu / além dos seus / e além do mais / amado meu / que além de mim se dá / não se perdeu nem se perderá».os dois cantam juntos um para o outro. é um contraponto.entrevista a geneton moraes netodossiê globo news, 25 set 2010
sem distinção de qualquer natureza
garantindo-se ao brasileiros e estrangeiros residentes no país
a inviolabilidade do direito
à vida
à liberdade
à igualdade
à segurança e à propriedade
mas, você se quiser
pode cagar nesse artigo
e, se tiver poder
pode cagar nessa constituição
que dá nada
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artigo 5° | leo aprato/ian ramil



