quinta-feira, 3 de setembro de 2026
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
«a rede globo de televisão, mãe e guia da imprensa corporativa, deu claras mostras de seu lado dissimulado, onde o tratamento a tudo e a todos sempre parece equitativo, equilibrado, mas não o é. nas entrevistas dos candidatos à presidência da república, ontem (27 de agosto), um filho que sequer é indiciado por qualquer atitude criminosa foi o motivo central de colocarem contra a parede o pai, atual presidente da república; hoje (28 de agosto), ao contrário, um pai que se encontra preso pelo cometimento de diversos crimes, e que, igualmente, foi presidente da república, não foi minimamente lembrado nas inquirições feitas ao filho. na verdade, lamento por ambas as entrevistas, por não haverem questionado praticamente nada sobre os planos de governo dos dois (assuntos que mais interessariam ao país), mas, antes, deploro a nunca abandonada condição enganadora e perversamente astuciosa dessa emissora. golpistas não se perdem do método e nem da direção do autoritarismo. mesmo que, na maioria das vezes, essa condição fique sempre escondida sob a relva, como minas a explodir noutro tempo! certas atividades traiçoeiras são diferidas, não se mostram ao primeiro olhar.lula haverá de vencer, contra muitos e contra tanto!»— pedro moacyr pérez da silveira
«o "tribunal penal" da globonews, reunido com seus jornalistas e especialistas, já julgou e condenou alexandre de moraes ao cadafalso moral e ético — postura que vem sendo acompanhada por toda a mídia: cnn, jovem pan, record, band e sbt.certamente, essa condenação se estenderá ao pgr paulo gonet. tudo isso graças à covardia do advogado-geral da união, jorge messias — a quem lula insiste em bancar como ministro do stf —, que não tomou atitude para conter a sanha investigatória, policialesca e vazadora de andré mendonça, denunciado pelo diretor da polícia federal por invasão de competência.espero que o lula esteja satisfeito com seu pupilo.»— luiz alberto franca
globonews: a pergunta que todos gostariam de fazer é a mais simples possível: o que foi que aconteceu com geraldo vandré?geraldo vandré: ficou fora dos acontecimentos (risos). ficou fora dos acontecimentos. acho melhor para ele. tenho outras coisas para fazer. estudei leis. quando terminei meu curso de direito aqui no rio e fui me dedicar a uma carreira artística, já sabia que arte é cultura inútil. mas hoje consegui ser mais inútil do que qualquer artista. sou advogado num tempo sem lei. quer coisa mais inútil do que isso?globonews: em que país vive geraldo vandré?
geraldo vandré: vive num brasil que não está aqui. geraldo vandré vive no brasil. eu até me atreveria a dizer que quem não vive no brasil é a maioria dos brasileiros. a quase totalidade dos brasileiros não vive mais no brasil. vive num amontoado.globonews: por que você tomou esta decisão tão drástica – de interromper uma carreira de tanto sucesso?geraldo vandré: decidi sair do brasil naquele ano de 1968. eu tinha uma programação para fazer fora do brasil. tinha um contrato com a televisão bavária, na alemanha, para fazer um filme sobre geraldo vandré. fui fazer.narrador alemão conta sobre vandré
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geraldo vandré: passei um ano e meio pela europa. depois, voltei para o chile, para onde eu tinha ido do brasil. havia muitos brasileiros lá ainda. de lá, fui para o peru. ganhamos um festival em lima em 1972 com uma canção que era a única não cantada em espanhol. era cantada em «brasileiro» mesmo. o brasil não conhece a canção. chama-se «pátria amada idolatrada, salve, salve – canção terceira».globonews: você se lembra da letra ?geraldo vandré: eu me lembro. é uma canção que foi feita para ser cantada por um homem e uma mulher. existe de caso pensado – coincidentemente – uma confusão de sentimentos entre a ideia da pátria e a ideia da mulher amada. o homem canta:«se é pra dizer-te adeus / pra não te ver jamais / eu – que dos filhos teus fui te querer demais - / no verso que hoje chora para me fazer capaz da dor que me devora / quero dizer-te mais / que além de adeus / agora eu te prometo em paz levar comigo afora o amor demais».e a mulher, cuja imagem se confunde com a noção da pátria, responde:«amado meu sempre será quem me guardou no seu cantar / quem me levou além do céu / além dos seus / e além do mais / amado meu / que além de mim se dá / não se perdeu nem se perderá».os dois cantam juntos um para o outro. é um contraponto.entrevista a geneton moraes netodossiê globo news, 25 set 2010
sem distinção de qualquer natureza
garantindo-se ao brasileiros e estrangeiros residentes no país
a inviolabilidade do direito
à vida
à liberdade
à igualdade
à segurança e à propriedade
mas, você se quiser
pode cagar nesse artigo
e, se tiver poder
pode cagar nessa constituição
que dá nada
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artigo 5° | leo aprato/ian ramil
terça-feira, 1 de setembro de 2026
por rubem alves
a ternura
pureza de coração é desejar uma só coisa”, definiu kierkegaard. a paixão vive disso: de uma única imagem que apaga todas as outras e faz o apaixonado enxergar beleza plena no ser amado. como no encontro do pequeno príncipe com a raposa, o amor começa quando colocamos uma metáfora poética no rosto do outro. não vemos o que vemos, vemos o que somos: esse olhar não busca a posse, mas a contemplação pura e a alegria da presença.
essa experiência estética se traduz na ternura, o exato oposto do sexo compulsivo que apenas busca o alívio imediato. quem ama sorri ao contemplar a amada dormindo sem sequer tocá-la, contendo a própria mão para não interromper a paz da cena. enquanto o sexo sem amor usa o outro como mero objeto, a ternura reside no olhar demorado que sorri diante do mistério e da beleza do ser amado.
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a bela cena
tomas não conhecia a experiência da paixão, apenas os prazeres do sexo. saciado o desejo, horrorizava-o a ideia de acordar ao lado de uma mulher; agia como um caçador que abandona a caça tão logo a fome é satisfeita. mas com tereza tudo foi diferente. sua aventura com tereza tinha começado exatamente onde terminavam suas aventuras com as outras mulheres. ela se desenrolara do outro lado do imperativo que o levava à conquista.
conhecera tereza acidentalmente num bar de cidadezinha do interior. dissera-lhe, quase como uma brincadeira, que
e
desde que tomas conhecera tereza, nenhuma outra mulher tinha o direito de deixar a marca, por efêmera que fosse, nessa zona do seu cérebro. agora, na memória poética de tomas, aquela cena permanecia imóvel, imperturbável, fora do tempo. era uma parte da sua alma. não morreria jam
«o que é que amo quando te amo?» tomas amava tereza porque amava nela uma outra coisa: aquela cena que repentinamente brilhara em sua imaginação. na cena, tereza não era tereza; era uma criança abandonada, levada pelas águas de um rio. e, de repente, ele deixou de ser tomas,
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
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você vai carregar água na peneira a vida toda.
você vai encher os vazios
com as suas peraltagens,
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos!»
manoel de barros
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e chico?
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domingo, 30 de agosto de 2026
«não estou minimamente interessado em salvar quem quer que seja. ninguém precisa ser salvo. a única coisa que posso fazer é falar de quem sou e do que me sucedeu. eu não carrego pesos, não levo às costas os males do mundo [...] apenas gosto de partilhar a minha experiência, e essa partilha traz-me uma grande alegria.»
osho
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ao vento
grill
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para longe, prefiro navegar para longe
como um cisne que passa e já se foi
um homem que fica preso ao chão
ele dá ao mundo
sua canção mais triste
sua canção mais triste
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«o que é um artista? é alguém que tem antenas, que sabe se ligar às correntes que estão na atmosfera, no cosmos; ele apenas tem facilidade para fisgar, por assim dizer. quem é original? tudo que fazemos, tudo que pensamos, já existe, e somos apenas os intermediários que usamos o que está no ar, só isso.»
henry miller
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sobre o ouvir
o ato de ouvir exige humildade de quem ouve. saber, não com a cabeça mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos.
para sair do círculo fechado de nós mesmos, é preciso que nos coloquemos fora de nós mesmos. para se ouvir de verdade, é preciso colocar entre parênteses, ainda que provisoriamente, as nossas opiniões.
é norma de boa educação ficar em silêncio enquanto o outro fala. mas esse silêncio não é verdadeiro. é apenas um tempo de espera: estou esperando que ele termine de falar para que eu, então, diga a verdade.
rubem alves
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«descendo das montanhas onde passara dez anos de solidão, zaratustra se encontra com um eremita que vivia numa floresta. passara por ele dez anos antes, quando subia. o eremita se espanta: "sim, reconheço zaratustra", ele diz. "seus olhos
nietzsche
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charly garcía
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ao vento
autor desconhecido
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«será que a loucura pode ser provocada por excesso de lucidez?»
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ao vento
grill
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«yo sigo siendo tan inocente que, me sigue alumbrando la bendita esperanza de que un día, los poetas gobernarán el mundo.»
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león gieco
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