sua santidade a poesia
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«desde 7, 8 anos de idade, a única coisa que eu quis na minha vida foi ser poeta, e tudo que eu fiz foi no sentido de me fazer um poeta melhor, cada vez melhor.»
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«as outras coisas todas da vida, pra mim, me vieram através da poesia. foi o domínio da palavra que a poesia me deu que me possibilitou, por exemplo, ser jornalista, eu não sou formado em jornalismo e fui jornalista por vários anos, e ainda sou.»
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«aos 17 anos todo mundo é poeta, junto com as espinhas da cara, todo mundo faz poesia. homem, mulher, todo mundo têm seu caderninho lá dentro da gaveta, e têm os seus versinhos que depois ele joga fora ou guarda como mera curiosidade. ser poeta aos 17 anos é fácil, eu quero ver alguém continuar acreditando em poesia aos 22 anos, aos 25 anos, aos 28 anos, aos 32 anos, aos 35 anos, aos 40 anos, eu estou com 41, aos 45 anos, aos 50, aos 60 anos.»
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«a poesia é uma espécie de heroísmo, você continuar ao longo dos anos acreditando nessa coisa inútil que é a pura beleza da linguagem, que é a poesia, é um heroísmo, é uma modalidade quase, às vezes eu gostaria de acreditar, de santidade. é uma espécie de santidade da linguagem. porque a poesia não vai te fazer rico de jeito nenhum, é muito mais lucrativo você abrir uma banquinha e vender banana do que fazer poesia. quer dizer, para você continuar acreditando em poesia é preciso muita santidade.»
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todas as frases são de paulo leminski
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30 de maio de 2026
faz 31 que fiz 30.
num dia como hoje,
também há 31 anos,
o américas nascia.
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«quando você foi embora
fez-se noite em meu viver»
fernando brant / milton nascimento
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elegia
meu pai se foi
sem o meu adeus.
o destino me deu
esta triste sorte:
cheguei
um dia após sua morte.
eu vivo no sul,
meu pai morreu no norte.
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30 de maio de 2026
hoje estou sentado na varanda dos fundos da «casa de las américas» --- no «fim do fundo da américa do sul», no cume da colina, dou adeus ao repecho. olho para o norte, na direção de são luís, ilha generosa que, para que eu conte meus passos, sem soltar meu braço, me dá amor e espaço...
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são luís, janeiro de 2008
quando cheguei, eu estava num tal estado que era quase impossível saber o que estava se passando comigo. só o fato de me manter vivo já era quase um milagre - porque o apetite desapareceu e o desejo sumiu. eu ainda não havia sumido de vez, mas a estrada havia se estreitado, estava quase fechada, quando era de se esperar que fosse bastante ampla. dentro de mim havia uma pessoa perdida, e eu precisava achá-la. tentei algumas vezes, de quando em quando; dei um duro danado. a natureza tem remédio para tudo, e é para onde eu geralmente vou em busca dele.
alô, alô, são luís, ilha da poesia, aquele abraço!
alô, alô, família, aquele abraço!
sou grato pela família que tenho. grato a minha irmã, ao meu irmão, a minha mãe e as minhas sobrinhas. tenho muitos parentes bons e importantes. sou grato ao joão, a flávia, aos meus cunhados, a minha cunhada, a minha concunhada, ao meu padrinho, a minha madrinha, as minhas primas e aos meus primos. sou grato a carla, minha irmã de alma. sou grato aos meus avós. sou grato ao meu pai. sou grato ao ciro, a rejane, a vivi, ao matheus, a ray, a cris e a dona eli por terem me ajudado a chegar até aqui.
sou grato à vida por me dar tanto
do tempo, espaço
do universo, esgarço
do mar, sargaço
do sertão, cangaço
do calor, mormaço
da rotina, cansaço
da utopia, um passo
da hipocrisia, rechaço
do poder, desfaço
da música, regaço
da dança, compasso
da arte, picasso
da fruta, bagaço
do cigarro, maço
do álcool, fracasso
do pão, amasso
da fome, caço
da carne, asso
do erro, crasso
do ferro, aço
do couro, laço
da pele, embaço
do corpo, braço
do braço, abraço
do sexo, devasso
da mulher, nasço
do amor, renasço
da poesia, faço
da vida um traço
e passo
a vida é um milagre
o tempo é um milagre
o espaço é um milagre
a travessia é um milagre
a memória é um milagre
tudo é milagre
menos a morte
meu pai se foi
e eu não tive tempo de me despedir
não tive a sorte
eu vivo no sul
meu pai morreu no norte
corre o vento,
o rio passa
e eu sigo
em frente
na contramão de nossos pais
escutando o silêncio do caminho
o silêncio não é uma palavra
escrita numa parede
é uma canção solitária levada pelo vento
na minha estadia de alguns dias em são luís do maranhão, minha mãe, de 82 anos, me disse que a minha descrença em tudo e em todos é coisa de velho. minha resposta foi uma pergunta: nossos filhos, hoje em dia, em sua grande maioria, são educados para serem pragmáticos, espertos e vencedores, ou idealistas, sonhadores e perdedores? fez-se silêncio. então, pensando em dom quixote e nos jovens que virão, escrevi:
o novo nasce velho
o velho morre novo
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de volta ao repecho
o repecho é um sítio lindeiro à chácara onde meus irmãos e eu brincávamos quando éramos crianças. o repecho só não é o lugar onde meus irmãos e eu brincávamos quando éramos crianças, por causa de uma cerca de arame, e cercas de arame são iguais a muros e muros são diferentes de pontes.
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«minha casa não é minha
e nem é meu este lugar
estou só e não resisto
muito tenho pra falar»
fernando brant
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30 de maio de 1995.
nesse dia, o américas foi ao ar pela primeira vez.
eu cursava jornalismo na católica e havia uma cadeira que exigia x número de horas/aula de rádio na federal fm, emissora da ufpel. não deu outra. nascia assim o américas.
em 1996, o américas já era uma realidade. os jornais da cidade estampavam --- todas as semanas --- matérias falando do programa. neste mesmo ano, no cantamérica, em porto alegre, entrevistei, entre outros, mercedes sosa, ruben rada, antonio tarragó ros e león gieco.
em 1997, interrompi a escalada do américas e fui dar aula como instrutor no cfc senna — onde, por sinal, fui muito feliz e tive meu trabalho reconhecido e valorizado —. coisas da vida, da vida de casado. é o que eu digo: há quem se encante pelo poeta, mas, para viver, espere pelo marido tradicional — o cidadão comum, aquele que se orgulha de possuir carteira de trabalho, cnh, rg, cpf, título de eleitor e conta bancária. é assim que a chama vai apagando e o amor definhando. não nasci para ganhar dinheiro. verdade. o poeta não é de mentira, é de verdade.
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tinha cá pra mim
que agora sim
eu vivia enfim o grande amor
mentira
me atirei assim
de trampolim
fui até o fim um amador
passava um verão
a água e pão
dava o meu quinhão pro grande amor
mentira
eu botava a mão
no fogo então
com meu coração de fiador
hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
exijo respeito, não sou mais um sonhador
chego a mudar de calçada
quando aparece uma flor
e dou risada do grande amor
mentira
samba do grande amor | chico buarque (1982)
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poetas de verdade
sabem que eu não sou poeta
tá bem
vá que eu acredite
ser um poeta de mentira
mas teve uma vez
em que até eu acreditei ser poeta
de verdade
foi quando, inspirado por um poeta
que não é de mentira,
fiz um poema de verdade
sabem que eu não sou poeta
tá bem
vá que eu acredite
ser um poeta de mentira
mas teve uma vez
em que até eu acreditei ser poeta
de verdade
foi quando, inspirado por um poeta
que não é de mentira,
fiz um poema de verdade
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«uma vez perguntaram a justino leiva, um homem de bigode grisalho, quando eu tinha sete ou oito anos: "o que é um amigo para você?". após pensar e dar duas pitadas, ele respondeu: "um amigo é você mesmo com outra pele".»
fonte: atahualpa yupanqui, em entrevista ao programa a fondo (tve, 1977).
fonte: atahualpa yupanqui, em entrevista ao programa a fondo (tve, 1977).
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ah, américa! te falo de martim
américa... ah, américa!
queria saber-te ler. te descrever.
no entanto, mesmo tão perto,
sou de ti quase analfabeto.
ah, américa!
como e quanto te devo
por teus vates, teus rapsodos, teus aedos
teus atahualpas, violetas. teus alfredos.
queria saber-te ver. e de ti dizer.
mas não nego. sou de ti
quase mudo. quase cego.
ah, américa!
como e quanto te devo
por tuas selvas, montes, fontes e mares.
por teus evos... morales.
queria saber-te entender.
te compreender.
mas me é impossível. de tão incrível,
me és incompreensível.
ah, américa!
como e quanto te devo
por tua filosofia e geografia.
pela utopia. por tua poesia.
retribuir? gostaria. me engrandeceria.
agradecer? claro. se tivesse palavras,
agradeceria.
não sei como pagar. mas deveria. talvez um dia.
ah, américa!
quem dera penetrar tuas entranhas,
dizer tuas façanhas. decifrar tuas manhas,
cantar tuas espanhas.
américa... ah, américa!
queria saber-te ler. te descrever.
no entanto, mesmo tão perto,
sou de ti quase analfabeto.
ah, américa!
como e quanto te devo
por teus vates, teus rapsodos, teus aedos
teus atahualpas, violetas. teus alfredos.
queria saber-te ver. e de ti dizer.
mas não nego. sou de ti
quase mudo. quase cego.
ah, américa!
como e quanto te devo
por tuas selvas, montes, fontes e mares.
por teus evos... morales.
queria saber-te entender.
te compreender.
mas me é impossível. de tão incrível,
me és incompreensível.
ah, américa!
como e quanto te devo
por tua filosofia e geografia.
pela utopia. por tua poesia.
retribuir? gostaria. me engrandeceria.
agradecer? claro. se tivesse palavras,
agradeceria.
não sei como pagar. mas deveria. talvez um dia.
ah, américa!
quem dera penetrar tuas entranhas,
dizer tuas façanhas. decifrar tuas manhas,
cantar tuas espanhas.
quem dera...ah, quem dera!
mas não passa de uma quimera
ah, américa! te falo de martim
américa...ah, américa!
queria saber-te ler. te descrever.
no entanto, mesmo tão perto,
sou de ti quase analfabeto.
ah, américa!
como e quanto te devo
por teus vates, teus rapsodos, teus aedos
teus atahualpas, violetas. teus alfredos.
queria saber-te ver. e de ti dizer.
mas não nego. sou de ti
quase mudo. quase cego.
ah, américa!
como e quanto te devo
por tuas selvas, montes, fontes e mares.
por teus evos... morales.
queria saber-te entender.
te compreender.
mas me é impossível. de tão incrível,
me és incompreensível.
ah, américa!
como e quanto te devo
por tua filosofia e geografia.
pela utopia. por tua poesia.
retribuir? gostaria. me engrandeceria.
agradecer? claro. se tivesse palavras,
agradeceria.
não sei como pagar. mas deveria. talvez um dia.
ah, américa!
quem dera penetrar tuas entranhas,
dizer tuas façanhas. decifrar tuas manhas,
cantar tuas espanhas.
por tuas selvas, montes, fontes e mares.
por teus evos... morales.
queria saber-te entender.
te compreender.
mas me é impossível. de tão incrível,
me és incompreensível.
ah, américa!
como e quanto te devo
por tua filosofia e geografia.
pela utopia. por tua poesia.
retribuir? gostaria. me engrandeceria.
agradecer? claro. se tivesse palavras,
agradeceria.
não sei como pagar. mas deveria. talvez um dia.
ah, américa!
quem dera penetrar tuas entranhas,
dizer tuas façanhas. decifrar tuas manhas,
cantar tuas espanhas.
quem dera...ah, quem dera!
mas não passa de uma quimera
não tenho o dom.
¡perdón!
és grande. muito grande!
como grande e muito grande é
quem para mim te escreve. te descreve.
te desnuda.
não, não falo de neruda. nem de san martín
ah, américa! te falo de martim
ele já fez poesia cor de sangue. cor de carmim. e claro
poesia cor de marfim. poesia escrita a nanquim.
poesia cor de marfim. poesia escrita a nanquim.
poesia pra ti. poesia pra mim.
poesia viglietti. poesia benedetti.
poesia cor de céu envolto em véu
poesia como inverno
de montevidéu.
poesia de andar longe
poesia de andar perto.
poesia de vida e morte.
poesia de azar e sorte.
poesia longa
como uma milonga
poesia leve e pequena
como se tivesse pena.
poesia de tuas rezas
e de tuas crenças
nascida de tuas mortes
de teus cortes. de teus recortes.
poesia arteira, matreira, brasileira.
poesia guerrilheira. como pedra de atiradeira.
que fala não cala abala
teus limites e barreiras.
tuas fronteiras.
poesia para os que sentem frio.
poesia para os que vivem na beira do rio.
poesia pra quem ficou. pra quem lutou. não deserdou.
pra quem encarou o vazio de quem partiu.
pra quem encarou o vazio de quem partiu.
não fugiu. cumpriu. e depois sorriu.
poesia que soluça.
chama. clama. reclama
depois chora e dorme
poesia por alfonsina storni.
poesia que em aleph se reconhece
em labirintos e desertos se esquece
poesia que em círculos
se propaga. cresce. aparece.
e isso é tudo?
é nada...
é quase nada!
poesia que em aleph se reconhece
em labirintos e desertos se esquece
poesia que em círculos
se propaga. cresce. aparece.
e isso é tudo?
é nada...
é quase nada!
poesia pra quem por nós
deu tudo que é seu.
se deu. perdeu. morreu.
e deixou uma última lição:
diante do algoz, não temeu.
nem tremeu.
poesia que emana de tua foz
que diz de nós
poesia hermana
latino-americana.
poesia quintana
como o frescor de tu mañana
poesia vinicius
como a noite e seus muitos vícios.
poesia chorada. sussurrada. desesperada.
poesia como última cartada.
e isso é tudo?
que nada...
é página virada.
antes que se apaguem as luzes e se feche a cortina
se amotina...como inquilina. sem dó. em mi.
ou lá em ci-ma de uma flauta andina. na asa de uma golondrina.
na mira do cano de uma carabina.
assim como faz serrat. assim como faz sabina.
e isso é tudo?
que nada...
é página virada.
antes que se apaguem as luzes e se feche a cortina
se amotina...como inquilina. sem dó. em mi.
ou lá em ci-ma de uma flauta andina. na asa de uma golondrina.
na mira do cano de uma carabina.
assim como faz serrat. assim como faz sabina.
poesia pensada e trabalhada.
agalopada e inusitada.
poesia de pensar em tudo
poesia de pensar em tudo
poesia de pensar... em nada.
poesia cantada, (en)cantada.
trova trovada.palavra flechada.
raiz alada.
e isso é tudo?
que nada...
é nada.
são madrigais. poemas provençais
são rosas entre cristais. versos de um poeta
do amor demais.
é poesia no varal.
poesia oral, visual.
poesia como aval
de um amor total. o verso é como um punhal.
a poesia é visceral.
é poesia no varal.
poesia oral, visual.
poesia como aval
de um amor total. o verso é como um punhal.
a poesia é visceral.
e isso é tudo?
que nada...
é quase nada.
poesia como quem foge do inferno (de dante).
montado num rocinante. atrás de um sonho
(de um tal quixote) de cervantes.
montado num rocinante. atrás de um sonho
(de um tal quixote) de cervantes.
atrás do que não existe.
e ainda assim insiste.
subsiste.
subsiste.
o que se imagina.
o que renova e ilumina.
o que em nós germina. e não termina.
como a pachamama
ou como aquelas sementes de flores
como a pachamama
ou como aquelas sementes de flores
que dormem no deserto do atacama
que a cada dez anos voltam
e sem drama dão colorido e sentido
a quem já havia desistido.
a quem acreditou que as flores haviam morrido.
que a cada dez anos voltam
e sem drama dão colorido e sentido
a quem já havia desistido.
a quem acreditou que as flores haviam morrido.
ah, américa! te falo de martim!
nele, és algo assim
como meio e como fim.
algo assim...
como um recomeço
sem fim...
grill
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de volta ao começo
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«querer a verdade é confessar-se incapaz de a criar»
nietzsche
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«nascer leva tempo»
vitor ramil
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«viver não tem cura»
paulo leminski
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vitor ramil
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«viver não tem cura»
paulo leminski
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vim pelo caminho difícil
a linha que nunca termina
a linha bate na pedra
a palavra quebra uma esquina
mínima linha vazia
a linha, uma vida inteira
palavra, palavra minha
palavra, palavra minha
https://www.youtube.com/watch?v=JLmbxqFJCpI&list=RDJLmbxqFJCpI&start_radio=1
palavra minha | leminski/ramil (2024)
a linha que nunca termina
a linha bate na pedra
a palavra quebra uma esquina
mínima linha vazia
a linha, uma vida inteira
palavra, palavra minha
palavra, palavra minha
https://www.youtube.com/watch?v=JLmbxqFJCpI&list=RDJLmbxqFJCpI&start_radio=1
palavra minha | leminski/ramil (2024)
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e como hoje é sábado
palavra minha
que continua amanhã
na crônica de domingo
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fotos
martim e eu
biblioteca pública pelotense
novembro de 2024
por vivi valente
martim e eu
biblioteca pública pelotense
novembro de 2024
por vivi valente
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#américas
