com «el loco»
(até o fim)
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«o que eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem eu devo ao futebol»
albert camus
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«aprendi que a bola nunca vem por onde esperamos que ela venha. isso me ajudou muito na vida»
(idem)
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– quem estará nas trincheiras ao teu lado?
– e isso importa?
– mais do que a própria guerra.
ernest hemingway
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bielsa e os justos
por enilton grill
a história trabalhou meticulosamente para «apequenar» a biografia futebolística de bielsa.
poucos títulos em uma longa carreira como treinador e três experiências decepcionantes em copas do mundo à frente de uma seleção.
em duas delas, foi eliminado em fases de grupos relativamente fáceis, mesmo comandando boas equipes. com o chile, conseguiu avançar, mas encontrou o algoz, o brasil.
em relação à atuação mais recente, muitas coisas podem ser ditas: por que muslera no time titular? mas pergunto: o reserva rochet é hoje um goleiro confiável?
outras coisas são certas, não questionáveis: o uruguai foi o protagonista e merecia mais em todas as três partidas (com exceção do primeiro tempo contra a arábia saudita e a espanha).
a pressão, no final das duas primeiras partidas, foi de tirar o fôlego, finalmente combinando a intensidade de bielsa com a garra charrua.
basta de acusadores! bielsa não precisa de difamadores, nem de detratores; ele se conhece bem: uma pessoa enigmática, que pode até ser «tóxica» para as equipes — ele mesmo disse isso recentemente — e que não é exatamente amigável com a «sagrada» e «invicta» imprensa esportiva.
mas aqueles que o acompanham — eu o acompanho há bastante tempo — também sabem que ele é capaz de extrair a essência de seus jogadores, que revolucionou vidas, clubes e torcedores para sempre.
se nós, que admiramos bielsa — eu o admiro muito —, precisássemos de troféus para perpetuar esse respeito, já estaríamos trilhando um caminho diferente.
é por isso que ainda estamos aqui, dando mais uma vez a cara a tapa, ao lado dos que estão sós, porque dizer a verdade em campo e diante dos microfones vale muito mais do que o mercado acredita nestes tempos inacreditáveis.
borges, em um poema sublime, diz que existem pessoas que, com pequenos gestos, tornam este mundo mais suportável, mais «habitável». marcelo bielsa, em seu «azedume», é uma delas.
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ainda bielsa
por esteban bekerman
outro problema com bielsa — e nenhum dos meus colegas menciona isso — é que ele sabe que muitos jornalistas (muitos mesmo) não têm o vocabulário dele, o que é extremamente grave quando se trata de profissionais da comunicação. portanto, é compreensível que ele tenda a generalizar, demonstrando desprezo por seus interlocutores e, muitas vezes, respondendo de forma "telegráfica" quando participa de uma coletiva de imprensa ou concede uma entrevista. da minha parte, eu jamais o criticaria por sua maneira de falar. pelo contrário, eu usaria sua verborragia característica a meu favor... e se ele me desse uma resposta ruim — só então — eu retrucaria. o problema é que hoje em dia os entrevistadores geralmente fazem perguntas apenas para agradar aos entrevistados, sem ouvir ou acompanhar as respostas impossibilitando assim uma conversa coerente. e dessa forma, você não pode esperar reciprocidade de alguém como bielsa. da minha parte, sempre houve essa reciprocidade quando ele era o técnico do vélez e eu era responsável pelos canais de mídia oficiais do clube. seria muita ingratidão da minha parte não dizer isso. a nobreza me obriga.
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quando nasci veio um anjo safado
o chato dum querubim
e decretou que eu tava predestinado
a ser errado assim
já de saída a minha estrada entortou
mas vou até o fim
até o fim | chico buarque (1978)
palavra-chave: craque
dvd futebol
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#vivaelloco
#américas
